No jantar...
- E ponto. Foi o que respondi
- Ahã
- Ahã?
- É. Por que?
- Eduardo, como 'por que'? Você não entendeu a sagacidade do meu comentário? O tom, a pontuação, o timing. Elementos que fizeram a minha resposta ser absolutamente hilária.
- É?
- Você só pode estar perdendo sua tenacidade intelectual
- Você acha mesmo?
- Sim. Você não entende mais as minhas piadas
- Claro que entendo. Simplesmente não achei graça
- Não é graça. É humor inteligente, para refletir e não simplesmente responder com grunhidos
- Ana Paula, você estava me contando a resposta que deu. Eu entendi. Desculpe não estar refletindo
- Antigamente você admirava minha perspicácia. Aplaudiria esta mesma resposta e complementaria com "é por isso que eu te amo"
- Ana...
- Costumávamos completar as frases um do outro. Éramos como brie com mel, pastel com caldo de cana, goiabada com queijo
- Estou apenas cansado, o dia foi puxado. Não é uma crise conjugal, por favor, não exagere
- E hoje somos como, como...
- Como?
- Manga com leite, churrasco com Chardonay, seu sistema digestivo com azeite de Dendê
Eduardo caiu na gargalhada. Não conseguia segurar o riso. O tom, a pontuação e o timing tinham sido perfeitos
- O que foi Eduardo? É sério. Qual a graça?
Ele pensou em responder "é por isso que eu te amo". Mas o dia fora longo.
- Nada. Passa o sal?
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