Era sábado e Ana Luiza acordara às onze. Beijou seu marido, levantou, lavou o rosto e num rompante de preguiça, retornou à cama para assistir aos pássaros, que cantavam na janela. Silêncio.
Tomou um longo café da manhã, com ovos, torradas e suco de laranja. No ar, um aroma de outono apurava suas energias.
Saíram para almoçar e como se tivessem acabado de se conhecer, ela e Miguel conversaram por horas, numa tarde regada a clericot, sem pressa para compromisso algum. Decidiram retornar à casa para cochilar durante a tarde, deitados na rede, os pés entrelaçados, trocando juras de amor.
O telefone não tocou. Nada por fazer, apenas observar, namorar, ler e meditar.
Durante a noite, poderiam ir ao cinema, cozinhar ao som de blues ou dançar até a manhã chegar
- Amor, amor... acorda
- Hã?!
- A babá eletrônica. O Theo está chorando.
Era sábado e Ana Luiza acordara às seis.
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